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SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL

Posted in Família e Desenvolvimento Humano por Joaquim Cesário de Mello em setembro 25, 2009

Separação conjugal é usualmente um momento crítico na vida de qualquer um que por ela passe, principalmente para os filhos nela envolvidos, mormente ainda quanto a dissolução da conjugalidade se faz de maneira litigiosa e não amigável. A ausência de comunicação com um dos genitores pode provocar significativos sentimentos de angústia e os mesmos virem a ser maléficos e deletérios na vida de uma criança. Como já afirmou a psicanalista francesas Françoise Dolto a desqualificação contínua promovida por um dos genitores em relação ao outro pode afetar profundamente a formação psíquica e afetiva do jovem que desenvolve em si afetos negativos para com o cônjuge “exilado”. Trata-se de uma espécie de orfandade com pai (ou mãe) viva.

Em 1985 o psiquiatra Richard Gardner (EUA) elaborou e descreveu o que ele mesmo denominou de “Síndrome da Alienação Parental” (SAP). A SAP acaba sendo também uma “implantação de falsas memórias”, visto que o genitor “exilado” acaba sendo evocado sempre pelos aspectos negativos (verdadeiros ou não) e a imagem que o filho criança vai construindo do mesmo é de uma imago parental não necessariamente condizente com a realidade. Assim, na SAP, um dos genitores, com tendêncai vingativa muito grande, utiliza-se do próprio filho(a) como objeto de sua vingança e instrumento de seu ódio pessoal contra o ex-parceiro.

Segunda o Wikipédia a SAP é um fenômeno desencadeado por um dos pais em relação ao outro, mas que também pode ser desencadeado por outra pessoa distinta do guardião do menor, como por exemplo, o novo(a) companheiro(a) do genitor que detém a guarda do filho, ou pelos avós, tios, etc. A SAP é geralmente mais encontrada em filhos que estejam envolvidos em divório (embora possa ocorrer com menor frequência em famílias intactas) onde o genitor responsável pela alienação promove uma espécie de “lavagem cerebral”, mediante inúmeras mensagens negativas a respeito do genitor ausente ou afastado. Ao provocar no filho uma deteriorização da imagem do genitor “exilado” , desenvolve-se a SAP onde se encontra então um ódio patológico ou um temor injustificado em relação ao pai ou mãe alienado. Tal ódio, ansiedade ou temor, conjugada a construção negativa da parentalidade no sujeito da criança, pode levá-lo no futuro, na vida adulta, a encontrar dificuldade em assumir papéis de pai ou mãe. Crianças com SAP são mais vulneráveis à drepressão, ansiedade, uso abusivo de drogas como escape, baixa auto-estima e, inclusive, correndo riscos de vir a cometer suicídio.

Devido a relevância do assunto e pertinência do mesmo em um momento histório-social onde é comum divórcios e separações conjugais, o HUMANASBLOG oferece ao eventual transeunte uma interessante reportagem publicada na revista “Ciência & Vida PSIQUE”, nº 43, que leva o título “Amor Exilado”. Leiam, se informem, vale a pena:  entre-a-cruz-e-a-espada-a-analise-psicologica-147870-1.asp

Para quem ainda quiser se aprofundar sobre o tema,inclusive saber melhor lidar com a questão, conheçam o seguinte site específico (muito bom): www.alienacaoparental.com.br

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