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IMAGENS ETERNAS

Posted in Fotos & Imagens por Joaquim Cesário de Mello em outubro 24, 2009

Os festivais de música popular brasileira da extinta rede de televisão Record nos deixou imagens inesquecíveis. Entre os anos de 1966 e 1968 por lá circularam artistas (muitos iniciando carreira) do naipe de Chico Buarque, Edu Lobo, Nara Leão, Jair Rodrigues, Tom Zé, Gilberto Gil, Caetano Veloso, MPB4, Mutantes e até (recordem) Roberto Carlos em 1967 com a comovente Maria, Carnaval e Cinzas, composição de Luiz Carlos Paraná.

Foram várias as músicas que de lá marcaram não somente a história da música brasileira, mas igualmente embalaram a infância e juventude de toda uma geração. Músicas tais como: Ponteio, Roda Viva, A Banda, Disparada, Domingo no Parque, Alegria Alegria, Dois Mil e Um, Sinal Fechado, entre outras.

Abaixo, pois, algumas da imagens que fazem parte do meu repertório de lembranças com som, cheiro, sabor, saudade e dor de infância:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O EROTISMO SUTIL DA IMAGENS

Posted in Fotos & Imagens por Joaquim Cesário de Mello em outubro 7, 2009

 

 

 

O corpo é a principal argamassa para a artista sueca Pipilotti Rist, uma das pioneiras da segunda geração da videoarte. A utilização do corpo e seus segredos é para artista uma mera busca da poesia das imagens. E na exploração (no sentido de busca e não de uso abusivo) do corpo e de suas curvas, frestas, orifícios, umidades, epiderme e defeitos, como diz Fernanda Ezabella da Folha de São Paulo as vulvas vistas de perto deixam de ser vulvas, se transformam em superfícias úmidas e vermelhas, percorridas por uma câmara como se procurasse ouro.

Para Rist, artista que não teme o corpo, ela não teme também as cores que considera significativamente ligadas às emoções. Através do onírico Rist nos propicia adentrar em um outro universo por meio da percepção. Creio ser do interesse daqueles que se interessam pelos temas humanos em seus contornos e profundidades conhecer a obra dessa videoartista de 47 anos para quem “os sonhos têm a mesma importância que a realidade”. Atualmente parte de suas obras estão sendo exibidas em dois museus de São Paulo e, como diz a recente reportagem na revista Bravo (acesse através do link: sexo-morangos-videotape-pipilotti-rossi-502704.shtml#) diante de uma obra sua tem se quase a sensação de entrar em um sonho.Ou de voltar à infância, quando cenários coloridos e grandiosos são suficientes para ativar a imaginação.

 

Para quem ainda quiser melhor conhecer o trabalho de Pipilotti Rist pode conhecer seu próprio site, cujo endereço é o seguinte: www.pipilottirist.net

Segue uma mostra em vídeo da artista cujo título é Be Nice To Me (Flatten 04). Vejam em: watch?v=nYDh_D1G0hU&feature=related

IMAGENS ETERNAS

Posted in Fotos & Imagens por Joaquim Cesário de Mello em setembro 28, 2009

Aqui na Categoria reservada a fotos & imagens vamos destacar periodicamente uma espécie de sub-categoria dedicada a fotos e imagens que se tornaram mais do que clássicas, se tornaram eternas. E vamos iniciar esta série com a famosa (agora eterna) cena do filme “O Sétimo Selo” de Ingmar Bergman, imagem esta em que temos o homem jogando com a morte. A cena em si sintetiza a representação da luta do homem em tentar vencer ou enganar a morte, pois é anseio humano almejar a imortalidade. O próprio filme “O Sétimo Selo” é uma alegoria sobre a eterna busca do ser humano em dar sentido à vida que sem ele o mundo é para si caótico.

Com vocês, portanto, a imagem e a sugestão do filme:

HENRI CARTIER-BRESSON E O “INSTANTE DECISIVO”

Posted in Fotos & Imagens por Joaquim Cesário de Mello em setembro 16, 2009

“Henri Cartier-Bresson perseguiu  instante decisivo. E, com alguma ironia, o instante decisivo perseguiu Cartier-Bresson”. Com estas exatas palavras a revista Carta Capital desta semana expõe matéria sobre esse fundamental fotógrafo que decisivamente marcou a história do fotojornalismo. Catier-Bresson foi um artista por excelência que viveu a arte cotidianamente, isto é, viveu a vida artisticamente, pensou a vida artisticamente e olhou a vida artisticamente. Nascido em 22/08/1908 (falecido em 02/08/2004) foi um dos mais importantes fotógrafos do século XX e considerado por muitos como o próprio pai do fotojornalismo. Conjuntamente Robert Capa, Bill Vandivert, David Seymour, entre outros, fundou a mais célebre agência fotográfica, a agência Magnum.

Sempre buscando captar a vida humana e seus pequenos dramas diários, Bresson desprezava assim as fotos arranjadas, produzidas e montadas, registrando portanto à vida em seus imediatos e pequenos efêmeros instantes. Edificou o conceito de “instante decisivo” que significa o momento fundamental de alguma situação qualquer. Como dizia o próprio Bresson, “a fotografia é uma operação instantânea que exprime o mundo em termos visuais, tanto sensoriais como intelectuais, sendo também uma procura e uma interrogação constantes”. Por isto temos nas fotos de Bresson o frugal do dia-a-dia das pessoas, exatamente onde lá se encontra  o átomo da existência humana que o fotógrafo deve encontrar no “instante decisivo”.

Acessem, pois, o link a seguir e conheçam a reportagem de Rosane Pavam sobre Henri Cartier-Bresson, que leva o título “A Sina do Perseguidor”, publicada na revista Carta Capital n° 563:  materia.jsp?a=2&a2=10&i=5053

Abaixo um pouco mais da obra deste fotógrafo essencial:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A HISTÓRIA E O MUNDO EM IMAGENS

Posted in Fotos & Imagens por Joaquim Cesário de Mello em junho 30, 2009

FOTOJORNALISMO: A REPRESENTAÇÃO DO MUNDO E DA HISTÓRIA

O jornalismo, e mais precisamente a imprensa, tem na fotografia um dos seus mais impactantes elementos informativos. Alguém já disse que uma imagem vale mais do que mil palavras. O fotojornalismo (fotografia de informação), com seu enorme poder de síntese gerada pela foto, nos transmite informações diversas com plasticidade e beleza, embora muitas das fotos estejam testemunhando e retratando momentos dramáticos e trágicos da história humana. O fotojornalismo pode ser definido como o jornalismo feito através de imagens fotográficas.

A proximidade do olhar do fotógrafo com o momento histórico se torna quase uma simbiose a se eternizar pela foto tirada. Todavia, isso não significa que o fotógrafo, embora esteja fazendo parte do instante histórico (nunca o vemos por estar ele do lado de fora da cena fotografada), influencie diretame o próprio instante captado. Como diz Nellie Solitrenick, ex-fotógrafa da revista Veja, “tentamos não alterar o curso da história. O fotógrafo não para o que está acontecendo para tirar a foto”. Entre muitos célebres fotojornalistas temos Robert Capa, Henri Cartier-Bresson, Alberto Korda, Steve McCurry, Eugene Smith e Sebastião Salgado.

Assim, a dor, o sofrimento, a euforia, a alegria, a tragédia, a conquista, a superação, a angústia e o triunfo humano geraram e ainda haverá de gerar inúmeras fotografia que resultam em condensar a representação imagética do mundo e da história.

Algumas frases sobre o tema:

“A imagem deve existir na mente fotógrafo, no momento, ou antes do momento em que o negativo é exposto” (Susan Sontag)

Abordar a fotografia à maneira de uma metralhadora, atirando muitos negativos na esperança de que uma será boa é fatal para a pretensão de obter resultados sérios” (Ansel Adams)

Guerra Civil Espanhola/Robert Capa

“A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registo da realidade e um auto-retrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira.” (Gérard Castello Lopes)

Ivo Jima - segunda guerra mundial

Ivo Jima - segunda guerra mundial

Guerra Vietnã/Prêmio Pulitzer

Chegada do homem à lua

Serra Pelada/Sebastião Salgado

Praça Celestial (China)/1988

Praça Celestial (China)/1988

Pequena aldeia em Suam/Kevin Carter (prêmio Pulitzer)

Pequena aldeia em Suam/Kevin Carter (prêmio Pulitzer)

Maio de 68, Paris

Maio de 68, Paris

Beijo em Times Square/pós segunda guerra

Beijo em Times Square/pós segunda guerra

Beijo do Hotel de Ville

Beijo do Hotel de Ville