HumanasBlog


QUANDO OS ÍCONES ENVELHECEM

Posted in Humor por Joaquim Cesário de Mello em setembro 29, 2009

 

 

Em tempos remotos acreditávamos em deuses e os deuses eram eternos ou imortais. O mesmo se sucedia com as representações icônicas desse deuses, pois as adorávamos pela vida inteira. Em tempos pós-modernos deuses viraram celebridades e ícones pop. Celebridades e ícones pop são finitos, e em uma sociedade de consumo e espetáculo são cada vez mais passageiros, datáveis e finitos. Os ícones contemporâneos têm prazo de validade, cada vez mais encurtado. E o que acontece com tais ícones quando “envelhecem” ou perdem sua atratividade e glamour? É sobre tal pergunta que o vídeo abaixo (participante do Festival do Minuto), dirigido por Mauricio Lídio, vencedor do Trofeu Grande Otelo na categoria de melhor filme para celular no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2009, aborda com criatividade e satírica ludicidade. Assistam:

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HUMOR DE ANTIGAMENTE

Posted in Humor por Joaquim Cesário de Mello em setembro 23, 2009

Há pouco, posts atrás, fizemos uma ligeira homenagem a Péricles de Andrade e seu mais famoso personagem “O Amigo da Onça”. Após a morte de Péricles (1961), Carlos Estevão assumiu então o personagem do Amigo da Onça e assim continuou até sua morte em 1972.

Mas havia na mesma época, inclusive na mesma revista (“O Cruzeiro”) um outro não menos inteligente e sagaz desenhista e chargista que era o Carlos Estevão, pernambucano como nós.  Caricaturista de primeira, Carlos Estevão merece destaque em nossa história cultural recente e divulgação frente às gerações mais novas. Por esta simples razão, remeto o eventual transeunte aqui do HUMANASBLOG ao site do MemóriaViva para conhecer um pouco melhor a elegância criativa e humor fino de traços marcantes que foram os desenho, caricaturas e charges de Carlos Estevão. Assim, considerando que um desenho vale mais do que mil palavras, sugerimos acessar o MemóriaViva através do link: carlosestevao

 

RECRUTA ZERO: UM CLÁSSICO DAS TIRINHAS E DOS GIBIS

Posted in Humor por Joaquim Cesário de Mello em julho 20, 2009

Estava noite dessas em conversa com um grupo de amigos e eis que surgiu no assunto notívago a lembrança do personagem em quadrinhos RECRUTA ZERO. Bateu aquela saudade gostosa que só a nostalgia dos bons tempos infantis nos suscita (que bom que tivemos infância, não?). Pois é, quem era o RECRUTA ZERO?

Soldado boa praça, preguiçoso e sempre bem-humorado. Era, por seu estilo de ser e maneira, constantemente perseguido pelo igualmente famoso SARGENTO TAINHA, milico excessivamente rígico a quem o Recruta Zero levava a loucura e o enrolava com sua esperteza aliada a certa “imbecilidade” do próprio sargento Tainha.  Percebe-se, de imediato, que o Recruta Zero é uma boa sátira ao sistema militar – e não foi à toa então que à época (Guerra da Coréia e posteriormente também a guerra do Vietnam) as Forças armadas americanas tentassem censurar e impedir a circulação do personagem com alegação de que o Recruta Zero afrontava à ordem militar (e afrontava mesmo). Claro que tudo isso só percebi depois, depois da infância, pois menino o que via de fato era pura diversão. Agora adulto, compreendendo as intrelinhas do Recruta Zero, mantenho as mesmas impressões de criança, ou seja, rever e ler Recrura Zero é muita saudável diversão.

Outros personagens compunham a turma: Oto (cachorro do Sargento Tainha), Dentinho (o bocó da turma), Cuca (cozinheiro), Roque (quem escreve o jornal do quartel) , Platão (o intelectual), Tenente Escovinha (oficial puxa-saco) e General Dureza (um general incompetente e alcoólatra que vive na esperança de vir a ser promovido e ir Pentágono), entre outros.

O personagem criado por Mort Walker desde a década de 50 ainda é publicado em jornais americanos.  Vale a pena conhecer ou rever um pouco o Recruta Zero.

O HOMEM É UM ANIMAL QUE RI

Posted in Humor por Joaquim Cesário de Mello em junho 24, 2009

Ver imagem em tamanho grandeUma das coisas que há de mais humano no ser humano é sua capacidade para rir e sorrir. Por esta razão não há como focar a questão humana sem levarmos em conta o humor. Aqui abriremos espaço para o humor em suas várias vertentes. Bons sorrisos e largos risos.

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Mafalda é, talvez, a mais conhecida personagem das tirinhas (quadrinhos diminutos) da América Latina. Criada pelo argentino Quino em 1962, Mafalda é uma menina atípica, isto é, de espírito crítico e sagaz, bastante preocupada tanto com a paz mundial quanto com os rumos que está tomando a humanidade, e por isto é rebelde com o estado das coisas como as coisas são. Ou como disse certa vez o escritor, filósofo e semiólogo Umberto Eco: “uma heroína irascível que rejeita o mundo como ele é… reinvindicando seu direito de continuar sendo uma menina que não quer se responsabilizar por seu universo adulterado pelos pais”. São geniais as sacações e a acidez utilizadas por Quino, através de sua personagem Mafalda, que detestava sopas e que possuia, ao invés de bonecas e ursinhos de pelúcia, um globo terrestre doente e que também acompanhava sempre os noticiários da imprensa. Toda Mafalda
Mafalda inicou sua trajetória entre os anos das sangrentas ditaduras latino-americanas (plena era da guerra fria), uma época de grandes embates e conflitos ideológicos e políticos, e foi publicada nos jornais argentinos Primeira Plana, El Mundo e Siete Dias Ilustrados. No Brasil temos o conjunto de suas famosas tirinhas publicadas em livro, o livro “TODA MAFALDA” pela editora Martins Fontes, contendo 420 páginas de puro divertimento inteligente que nos injeta uma reflexão tanto do seu péríodo histórico latino e mundial, bem como nos propõe a igualmente melhor refletir sobre o quanto pode ser absurda a vida humana em suas roupagens cotidianas de alienamento e submissão aos sistemas vigentes.
Qualquer um, que por acaso não conheça Mafalda, pode já de antemão prever que ela é uma personagem através da qual Quino apresenta sua crítica ao modelo social vigente. Embora Quino não mais publique Mafalda desde os anos de 1973 (com raríssimas excessões quando para promover campanhas sobre Direitos Humanos, como, por exemplo, o poster que ele fez para a UNESCO/ONU, em 1976, ilustrando a Declaração Universal dos Direitos da Criança), ela não se encontra datada, ao contrário seus questionamentos sobre a vida e o comportamento social das pessoas e sobre a própria sociedade ainda estão bastante presentes aos momentos em estamos passando e vivendo. Mesmo que o mundo não seja mais o mesmo como à época das publicações originais de Mafalda, o seu envelhecimento não a atrofiou ou senilizou. Mafalda, como escreveu a Folha de São Paulo em 02/12/2008, envelheceu com graça.

Vamos, pois,acompanhar o um pouco dessa “senhora” de 47 anos que no auge da sua maioridade cronológica mantém a incredulidade e a criticidade tão escassas aos jovens de hoje.

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Vejam mais Mafalda:

http://filipaqueiroz.files.wordpress.com/2008/12/mafsu.jpg
http://farm1.static.flickr.com/3/4802485_07baa9c229.jpg
http://portal180.uol.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/06/mafalda-e-o-sol.jpg
http://educar.files.wordpress.com/2007/01/mafalda.jpg
http://3.bp.blogspot.com/_pFtmWZEvOd8/R1BHuAKklRI/AAAAAAAAA-0/u_aiuhnW5tU/s1600-R/dezembro07.jpg
http://2.bp.blogspot.com/_hius0wLqMBA/SJ7LrIbtYII/AAAAAAAAGgc/_3YnmKXIhsw/s400/mafalda1.jpg
http://pulsacoes.blogsome.com/wp-admin/images/mafalda411.gif

http://farm1.static.flickr.com/15/20756878_dde3b563d4.jpg?v=0
http://www.clubcultura.com/clubhumor/mafalda/poliglota/tira_brasil.jpg