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CONHECENDO VIRGÍNIA FONTES

Posted in Idéias por Joaquim Cesário de Mello em outubro 21, 2009

Vírginia Fontes é professora de história aposentada da Universidade Federal Fuminense (UFF) e pesquisadora. Tem se destacado com seus trabalhos e reflexões sobre o processo de construção hegemônica do neoliberaismo brasileiro. É autora do livro “Reflexões Im-pertinentes: História e Capitalismo Contemporâneo” (Ed. Bom Texto, 2005). Intelectual de elevado nível, não se restringe apenas ao meio acadêmico, mas igualmente participa ativamente de movimentos sociais. Para ela o avanço das lutas populares deve estar focado na luta anticapitalista. Segundo ela as transformações ocorridas no chamado capitalismo tardio exigem a retomada crítica dos clássicos, principalmente os de inspiração marxista, como uma espécie de base a fundamentar econômica, política e culturalmente as lutas de classes hoje existentes no mundo atual. A quem afirma que a luta de classes acabou, Virgínia Fontes rebate afirmando: ” quando a gente não consegue ver a dominação, é só olhar para a exploração”. Igualmente confronta a quem afirma que o trabalho acabou argumentando que ao contrário o trabalho aumentou, porém perdeu direitos, e que trabalhador não é somente aquele que tem carteira assinada.

Pertinente, portanto, a leitura de sua recente entrevista à revista Caros Amigos, cujo título já nos diz muito, isto é, “A luta popular hoje deve ser anticapitalista”. Leiam, pois a referida entrevista acessando o seguinte link: carosamigos.terra.com.br

CARL HONORÉ E A CULTURA DA VELOCIDADE

Posted in Idéias por Joaquim Cesário de Mello em outubro 9, 2009

 

Que vivemos tempos acelerados todos sabemos, visto que somos uma geração ao estilo fast food. E é exatamente sobre tal aceleração com que vivemos a vida que o filósofo, escritor e jornalista escocês Carl Honoré se debruça a refletir o que chamou de “Cultura da Velocidade”.

Carl Honoré publicou alguns poucos anos atrás o livro “Devagar” e nele demostra que a cultura da velocidade teve sua origem na Revolução Industrial, tendo sido impulsionada pela urbanização crescente e aumentou desenfreadamente com os avanços da tecnologia no século XX. Com o mundo em plena atividade, o culto à velocidade nos impeliu ao colapso. e hoje vive-se no limite da exaustão (vez em quando nossos corpos e mentes nos lembram que o ritmo da vida está girando fora de controle). O referido livro descreve a história de nossa pressa e sua relação com o tempo que para o homem contemporâneo é cada vez mais escasso. Indaga o autor, por exemplo: por que estamos sempre com pressa? Qual a cura para a falta de tempo? É possível, ou até mesmo desejável, desacelerar? E em busca de tais respostas propõe uma vida menos acelerada e no desacelerar do passo possamos não somente melhor apreciar o instante, como viver com mais tranquilidade e felicidade de se estar simplesmente vivo.

Viajando pelo mundo Honoré coletou várias histórias de pessoas e gente que conseguiram mudar o ritmo de suas vidas, seja desacelerando o trabalho, a alimentação, o sexo, a educação com os filhos e os cuidados com o próprio corpo e saúde pessoal. Com Carl Honoré surge o movimento  Slow Life.

Será que estamos começando a viver uma revolução silenciosa pelo movimento devagar?  Não sei aqui a resposta, apenas observo, sei e sinto que estamos paganedo um alto preço pela velocidade e que já era tempo de se começar dar um, basta nisto e passarmos a reinvidicar a vivência do tempo sem correrias destrambelhadas. Sem tanta pressa podemos ser mais produtivos até, ter mais energia à vida e sorvê-la lentamente com sabor ao invés de devorá-la com avidez e voracidade de uma oralidade imatura.

Para conhcere um pouco mais das idéias de Carl Honoré, sugerimos a leitura de sua entrevista feita por Angelo Medina cuja matéria levou o sugestivo título “Bem Estar Mental”: entrevista_carl_honore.htm

 

COGITO ERGO SUM

Posted in Idéias por Joaquim Cesário de Mello em setembro 24, 2009

 

 

Quem não conhece a máxima descarteana “Penso, logo sou”. Embora uma frase curta, aliás aparentemente uma mera frase, a mesma tornou-se o marco inaugural de uma das maiores revoluções da história do pensamento ocidental. A modernidade parece começar ali, no “penso, logo sou”.

Também dizia René Descartes: “Mas o que sou eu então? Uma coisa que pensa. E o que é uma coisa que pensa?”. Pois é, tá aí uma boa pergunta: o que é uma coisa que pensa? Sem querer esgotar a questão, sugerimos uma leitura na matéria publicada na Revista Filosofia Ciência & Vida, edição nº 38, reportagem levada a cabo pelo doutor em filosofia Marcos André Gleizer. Leiam e ponderem, ou seja, já que nós somos, logo pensemos: vida-e-obra-a-fundamentacao-cientifica-para-a-celebre-frase-147880-1.asp

A ERA DO ORKUT

Posted in Idéias por Joaquim Cesário de Mello em setembro 21, 2009

O texto que se segue é contribuição da psicóloga Ana Aquino que, inclusive, tem feito bom trabalho no âmbito da adolescência:

A era do orkut 


 Podemos ter privacidade com as pessoas com quem convivemos?

Nos encontros com os nossos amigos e familiares, temos que sempre ficar “bem na foto”, não para ser colocado num porta – retrato, mas para que toda a população veja.

A beleza natural ficou distorcida para ser a beleza perfeita, pois com a tecnologia da era digital, só não fica perfeito na “foto”, quem não quer.

No mundo em que cada momento é um “flash”, não podemos ser autênticos, porque para isso seria necessário um pouco de privacidade, onde aquele momento só seria compartilhado por parentes e amigos.

Hoje já  está tão difícil se reunir com os amigos e familiares, e quando conseguimos nos reunir, será que não podemos ser naturais?

Nos tempos de hoje, o que faço aqui e agora na minha intimidade, é vivenciado como um grande big brother! 

Ana Aquino

psi_bale@yahoo.com.br

PARA CONHECER UM POUCO JACQUES RANCIÈRE

Posted in Idéias por Joaquim Cesário de Mello em setembro 13, 2009

O filósofo francês (nascido na Argélia) Jacques Rancière tornou-se mundialmente conhecido através do livro “Para ler O Capital”, que escreveu em co-autoria com o célebre e cultuado também filósofo Louis Althusser. É dele também obras como “Partilha do sensível” e “Os nomes da história”.

Em “A partilha do sensível”, por exemplo, Rancière se debruça sobre as formas contemporâneas de dominação, principalmente as que estão sutilmente inscritas em nossos cenários cotidianos. Para o filósofo arte e política são instâncias humanas indissociáveis. Segundo ele “as práticas artísticas são maneiras de fazer que intervêm na distribuição dos modos de fazer e nas suas relações com maneiras de ser e formas de visibilidade”. A política é essencialmente estética, afirma Rancière, pois assim como a arte está fundada sobre um mundo sensível. E é exatamente sobre esta relação entre arte e política que a revista CULT deste mês nos presenteia com uma recente entrevista feita com o mesmo e que colocamos à disposição do inqueito leitor e eventual transeunte aqui do HUMANASBLOG. Para tal é só acessar no seguinte link: entrevista.asp?edtCode=405A8403-AD34-47FE-9051-22017E8B23A9&nwsCode=0452FD78-D0E1-4275-95F6-6E5618F6F8AA