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TRIBUTO A MARVIN GAYE

Posted in Música por Joaquim Cesário de Mello em setembro 22, 2009

A música negra americana sempre teve forte influência na própria musicalidade norte-americana em geral. Quase impossível pensar em música americana sem associá-a com blues, jazz e o movimento black music. E que bom, não?
No tocante ao tópico black music, o eventual transeunte aqui do HUMANASBLOG, psicóloga e amiga Flávia Emília sugere com pertinência dedicarmos um espaço a um importante nome da música negra americana: Marvin Gaye. Escreve Flávia tratar-se de um autor das trilhas sonoras mais sensuais que ela conhece, tendo sido ele “o maior incentivador da sensualidade… Black Music… Musica Soul…” Sugere ainda Flávia o vídeo com a música Let’s Get It On onde Marvim Gaye canta e dança com seus vocais no Montreaux Jazz Festival de 1980.
E que foi Marvin Gaye? Marvin Gaye foi, além de popular cantor de soul nos anos 60 e 70, arranjador, multiinstrumentista, compositor e produtor musical. Logo no início de sua carreira tornou-se o mais importante artista da mítica gravadora Motown. Emplacou vários sucessos nos anos 60 entre eles “Stubborn Kind of Fellow”, “I Heard It Through the Grapevine” e “You’re All I Need to Get By”, Seu sucesso continuou nos anos 70 com álbuns como What’s Going On e Trouble Man, além de “Let’s Get It On” e “Got to Give It Up” . No início dos anos 80 ganhou ainda dois prêmios Grammy com o sucesso “Sexual Healing”. Em 1984 foi assassinado pelo próprio pai Marvin Gay.

Conheçam, então, um pouco da musicalidade de Marvin Gaye acessando os links abaixo:

watch?v=s7eTOnNBwYU&feature=related

watch?v=GVTN5o9Kgu8&feature=fvw

watch?v=Y7dGdrP3pms&feature=related

A SENSUALIDADE VOCAL DE RUFUS WAINWRIGHT

Posted in Música por Joaquim Cesário de Mello em julho 30, 2009

Recentemente reassistindo no canal por assinatura CULT o filme tributo à Leonardo Coehn “I´am Your Man” (2005) deparei-me mais uma vez com a performance sedutora e a voz sensual de Rufus Wainwright. E olhem que no filme em si havia um leque imenso de bons, muito bons, artistas (entre eles Linda Thompson, Nick Cave, Bono e a própria banda U2, entre outros), embora muitos sejam desconhecidos por estas paragens. Rufus, em meio a eles, se destaca, não somente pelo depoimento quase hilário com que menciona seu primeiro encontro com Leonardo Coehn quando este estava de cuecas comendo Miojo, mas por sua enorme presença em palco. Sua interpretação das músicas Hallelujah e Everybody Knows (ambas composições de Leonardo Coenh) são magnéticas, razão pela qual contemplo e ofereço ao eventual transeunte aqui no HUMANASBLOG um pouco de Rufus Wainwright.

Rufus Wianwright é um cantor e compositor canadense-americano, tendo sido em 1998 aclamado pela famosa e respeitada revista Rolling Stone como “o melhor artista do ano”. Embora não faça muito sucesso comercial, Rufus é um artista musical cultuado e muitas de suas músicas (composições e interpretações) já fizeram parte de trilhas sonoras de filmes, entre eles O Segredo de Brokeback Montain, Moulin Rouge, Shrek e Aviador. Conheça mais acessando: Rufus_Wainwright

Para o blogueiro Thiago Pereira,  Rufus seria uma espécie de “quinta neurose ambulante e adorável de Sex And The City com perfeição”. Outro comentário retirado na WEB da vida é o de Alexandre Petillo que afirma: “imerso na escuridão da alma, perdido num labirinto de desilusões e pecados, Rufus não tem medo de encarar os demônios e escancara o que existe de mais sujo em suas entranhas. E tudo isso com refrões ganchudos e boas harmonias. Rufus não tem, por exemplo, pudores em cantar calmamente sobre o homem que partiu seu coração.”

Começarei com Hallelujah e após um vídeo montagem com a voz de Rufus cantando Everybody Knows, que aqui também foi apresentada na versão com o próprio Leonardo Cohen (vide post pertinente no espaço reservado à Memória Cultural). Vejam e ouçam também Chelsea Hotel (watch?v=f4rQ03pl2Og&feature=related), Somewhere Over The Rainbow (watch?v=hrnT2VEsuHc&feature=related) e Cigarettes And Chocolat Milk (watch?v=i6N0sNMKFO4).

BY THIS RIVER: O SOM DA PERDA

Posted in Música por Joaquim Cesário de Mello em julho 11, 2009

Quem assistiu ao filme “O Quarto do Filho” do diretor italiano Nanni Moretti houve de ter trazido consigo tanto o fel amargo da sensação da perda quanto a música tema do filme, By This River. A música, que é uma composição de Brian Eno, é melancolicamente insidiosa e bela. Algo pra nos mexer lá no fundo de nós, além das vísceras. Escutemos, pois, a música e abaixo também a letra tanto em original como traduzido para o português:

Here we are stuck by this river
You and I underneath a sky
That’s ever falling down down down
Ever falling down

Through the day as if on an ocean
Waiting here always failing to remember
Why we came came came
I wonder why we came

You talk to me as if from a distance
And I reply with impressions chosen
From another time time time
From another time.

____________________________    

Sobre este Rio
Tradução : Marco&Marta’s Traduções

“Aqui estamos
Parados sobre esse rio
Você e eu
Abaixo do céu que
sempre cai, cai cai
sempre cai

Durante o dia
como se eu fosse encontrar o oceano
esperando pela tempestade.
Não fazendo nada para recordar
porque nos voltamos, voltamos, voltamos
eu desejo saber porque nos voltamos?!

Você fala para mim
Como se fosse de longe
e eu te respondo
com a impressão de ter te escolhido
De outras vidas,vidas,vidas
De outras vidas”

NICK DRAKE: UMA AGRADÁVEL DESCOBERTA

Posted in Música por Joaquim Cesário de Mello em julho 5, 2009

Graças ao transeunte aqui do HUMANASBLOG, Guilherme Trigueiro (vide seu comentário junto ao post referente Leonardo Cohen no espaço reservado à música) podemos conhecer este cantor e compositor que foi Nick Drake, particularmente pra mim (eu que sou um ouvinte algo meio bissexto de música e um garimpeiro ocasional) uma verdadeira descoberta. Sim, uma descoberta. Não conhecia Nick Drake, não obstante já ter escutado sua música Pink Moon (vide abaixo), creio que em um comercialveiculado na mídia americana da Volkswagen. Que coisa! Tanto tempo perdido, mas ao mesmo tempo que agradável descoberta de meia-idade. Valeu Guilherme. Vamos então socializar a descoberta (pra quem, assim como eu, não conhecia Nick) ou relembrar Nick Drake.

Nick Drade era um cara reservado e introspectivo na sua maneira de ser e viver a vida e isto refletiu, consequentemente, em sua música e musicalidade. Sua sensibilidade aguçada virou arte, mas também foi, possivelmente, combustível para uma vida inquieta e angustiosa. Depressivo, passou por experiências de internação psiquiátrica, e morreu por overdose de antidepressivo (tryptizol). A causa oficial de sua morte foi dada como suicídio, porém há quem duvide.

O reconhecimento da sua obra foi póstumo, chegando a revista TIME(1993) colocar seu álbum Five Leaves entre os 100 melhores álguns da história fonográfica, bem como a revista  Rolling Stone considerar seus três disco como fazendo parte do seleto grupo doss 500 maiores álbuns de todos os tempos até hoje. Parte de suas músicas foram regravadas, entre outros por Norah Jones, Jack Johnson e Elton John. Para Renato Russo, por exemplo, ele tinha uma sensibilidade extrema e era um anjo.
Suas músicas são muito utilizadas em filme, tais como “Os Excêntricos Tenenbaums”, “Escrito nas Estrelas” e ” A Casa do Lago” e outros.

Seu estilo intimista e melancólico e o toque peculiar e sincero do seu violão nos traz baladas tristes de uma poesia sonora rara e suavemente tocante ao espírito do ouvinte. Seu virtuosismo no violão é único e seu estilo algo diferente e inovador tanto de afinar o instrumento quanto o de dedilhar as cordas lhe é próprio como uma marca de nascença.

Nick deixou um legado que teve forte influência em artistas do naipe de Elliot Smith, Beth Orton e Drawn Boy. Aliás, deveremos ter em breve uma homenagem à memória de Drake que contará com Norah Jones, Eddie Vedder e Heath Ledger. O tributo a Nick Drake será lançado em CD com participações de vários artistas internacionais. Aguardar e conferir. 

Quem quiser melhor conhecer sobre a vida e obra deste instigante artista que, curiosamente, ainda é desconhecido por muitos ou alguns, acesse: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nick_Drake ou http://www.nickdrake.com/index.html

Com você: Nick Drake:

Leonard Cohen: um mito vivo

Posted in Música por Joaquim Cesário de Mello em julho 2, 2009

Ver imagem em tamanho grandeSim, ainda existem mitos e, pasmem, vivos. Um deles (poucos, é bem verdade) é Leonard Cohen, hoje com cerca de 75 anos de idade e com o pé ainda na estrada. Em 2008 fez um famoso show ao vivo em Londres que resultou em um disco imprescíndivel: Live in London

A morte precoce do seu pai quando Cohen tinha apenas 9 anos foi não somente um fato marcante em sua vida como também determinante inclusive para sua obra. Leonard Cohen chegou à musica já como conceituado poeta canadense e sua carreira é marcada por depressões, reclusões, misticidades e isolamentos. No ir e vir de sua vida Cohen constrói uma obra musical inigualável, notadamente associada à sua voz inconfundível. Ouvir sua voz contundentemente rouca é se deixar ser pego em um turvilhão de sentimentos que a mesma nos evoca e provoca. Sua voz é um verdadeiro instrumento musical e suas músicas não seriam as mesmas sem sua presença.

Acompanhem a beleza que é Dance Me To The End Of Love lendo a letra da música  traduzida abaixo (vide versão com Madeleine Peyroux também apresentada aqui no blog em sua versão cantada pela mesma – vide post anterior sobre MÚSICA):

Dance-me até sua beleza com um violino ardente
Dance-me através do pânico até eu estar em segurança
Eleve-me como uma oliveira e seja a pomba fazendo ninho em mim

Dance-me até o fim do amor
Dance me até o fim do amor

Deixe-me ver sua beleza quando as testemunhas se forem
Deixe-me sentir você se mover, como fazem na Babilônia
Mostre-me lentamente aquilo de que eu só conheço os limites

Dance-me até o fim do amor
Dance-me até o fim do amor

Dance-me ao casamento agora
Dance-me, outra vez e outra vez
Dance-me mansamente e me dance por muito tempo

Nós dois estamos abaixo do nosso amor
Nós dois estamos acima
Dance-me até o fim do amor

Dance-me até as crianças pedindo para nascer
Dance-me até as cortinas que nossos beijos desgastam
Monte uma barraca de abrigo agora, embora toda linha esteja rasgada.

Dance-me até o fim do amor
Dance-me até o fim do amor

Dance-me até sua beleza com um violino ardente
Dance-me através do panico até eu estar em segurança
Toque-me com sua mão nua ou me toque com sua luva

Dance-me até o fim do amor
Dance-me até o fim do amor
Dance-me até o fim do amor

Conheça mais clicando: http://www.speculum.art.br/bio.php?m_id=2

Madeleine Peyroux

Posted in Música por Joaquim Cesário de Mello em junho 22, 2009

    

                                                                                                                Ver imagem em tamanho grande

Madeleine Peyroux, cantora de jazz  e compositora,  tem excelente estilo vocal, muito comparado por alguns com o de Billie Holiday. Seu primeiro disco/álbum  “Dreamland” (1996) precisa ser escutado por todos, além dos demais, incluindo ” Careless Love” (2004) que foi meu primeiro contato com Madeleine Peyroux com o qual fui totalmente seduzido pelo seu “jeitão”  algo anos 70. Seu mais recente álbum é “Bare Bones” composto só com canções e melodias originais.

Vamos, pois, escutar e se deslumbrar com a genialidade musical desta artista que apesar do nome francês é nova-iorquina da gema (um novo gênio musical? Por que não? O amanhã dirá) – uma genialidade  que não nos vem do passado, mas sim e totalmente do presente em que vivemos. A conferir…